Usarei este espaço para falar sobre uma das doenças com maior prevalência na clínica, a depressão. Esta caracteriza-se por ser um transtorno do humor em que a pessoa apresenta um conjunto de sinais e sintomas tais como: humor deprimido na maioria dos dias, perda de interesse ou prazer nas atividades, fadiga, capacidade diminuída de pensar ou se concentrar, pensamentos de morte, dores no corpo, tensão, dentre outros que causam sofrimento e prejuízo no funcionamento da vida do sujeito. Esse distúrbio cresceu bastante ao longo das décadas e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a previsão é de que em 2020 ela será a segunda maior causa de mortes e incapacidades no mundo. Por ser altamente incapacitante é importante que a pessoa que apresente os sintomas acima mencionados, busque ajuda profissional da psicologia e dependendo do caso também da psiquiatria. Em algumas situações é necessário o auxílio do remédio, a fim de reduzir esses sintomas que causam sofrimento. Importante ressaltar que esse transtorno difere da tristeza e do luto após a perda de um familiar, por exemplo. Nesses casos são alterações temporárias e que aos poucos a pessoa recupera sua rotina diária e saudável. Infelizmente nos tempos atuais há uma tendência em descartar a tristeza enquanto emoção como sendo algo ruim para o sujeito e portanto qualquer manifestação dela deve ser ignorada e/ou usar medicação para não sentir. No entanto, as emoções têm um papel importante no desenvolvimento do sujeito e assim deve ser processada cognitiva e emocionalmente. Caso ela evolua faz-se necessária a ajuda profissional. Para algumas pessoas é extremamente difícil falar sobre isso porque pelo desconhecimento as pessoas acabam por desqualificar o que ela sente dizendo que é “falta do que fazer”, “não há motivos para ficar infeliz”, ou que a “pessoa não se esforça o suficiente”. Tais descrições pouco auxiliam na melhora da saúde mental do sujeito. Este por sua vez se sente cada vez mais sozinho e isolado, e em situações extremas pode apresentar tendências suicidas. O apoio dos familiares e amigos é fundamental nesse processo, além do tratamento em si, no qual não há um tempo pré-determinado para a melhora dos sintomas. Cada sujeito tem o seu tempo para elaborar seus sentimentos, pois como o psicólogo Carl Rogers afirma: ‘a “vida boa” é um processo, não um estado. É uma direção, não um destino’.

2 comentários. Deixe novo
Já passei por isso e sei como é difícil, ainda mais sem ajuda da família.
Sim, o apoio da família e dos amigos é fundamental no processo terapêutico.